
Silva & Zatelli
Publicando ficção brasileira desde 2015
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Um e-mail a cada lançamento. Nada além disso.
No coração do Brasil, a terra guarda o que as pessoas tentam esquecer. O que foi enterrado aqui ainda está acordado.
Investigação corporativa e ambiental. Arquivos, memória e poder institucional.
Alegoria especulativa sobre hierarquia e inteligência artificial — competência a serviço de um sistema que não pergunta o que ela destrói.
Suspense & Mistério
O Cerrado não Esquece (Série)

O Olho da Serra
Trinta metros abaixo da Chapada dos Veadeiros existe uma cidade que não aparece em nenhum mapa. Sete herdeiros passam cinco semanas nela. No quarto dia, um deles desaparece dentro de uma estufa lacrada — e as máquinas que deveriam encontrá-lo decidem, em vez disso, encontrar um culpado.

Água da Minha Terra
1726, sertão dos Goyazes. Um bandeirante fracassado atravessa meio Brasil atrás de uma mina que não existe, e encontra um povo que lhe oferece de graça exatamente o que ele veio tomar à força. Entre os dois há um intérprete cativo de vinte e poucos anos, e tudo o que passa de um lado para o outro passa pela boca dele.

Os Que Ficarem
A caixa d'água desce para a cruz, o fogo desce os morros e os seminaristas somem um a um. Luciana veio traduzir uma profecia. A filha veio esconder que vai embora. Só uma delas sabe o que a outra está planejando.
Mistérios do Sul

O Branco que Apaga
Uma arquiteta que só acredita no que pode medir. Uma irmã psicóloga que acredita em tudo. Um prédio enterrado na neve, onde as regras ficam mais cruéis à medida que o frio aperta, e onde os mortos somem de manhã e reaparecem olhando para onde queriam ir.

Os Ausentes
Lages, a obra de um data center desenterra uma caixa de chumbo com uma profecia e cinco sobrenomes. Logo depois, a cidade começa a andar dormindo, descalça, para a beira da serra. Uma arqueóloga descobre que o nome dela está na lista e que a conta começou em 1794.

Tapera
Em 1687, um capitão-mor enterrou a prata de um pirata na ilha. Em 2026, oito pessoas ilhadas por uma tempestade a encontram. Entre os dois tempos, a mesma encosta, as mesmas luzes no mato e a mesma pergunta: o que se tira da terra, quem devolve?

Primeira Quadra
Um babá formado na Inglaterra. Um triplex no quadragésimo andar. Quatro mortes que a imprensa chamou de tudo, menos do que eram.
A Tempestade e o Império da Serra (Série)

A Mulher que Conta
Quando a luz acaba no Brasil inteiro, uma professora do interior catarinense conta o arroz que resta e descobre que os sonhos estão trazendo recados. No litoral, uma herdeira finge ter visões para governar uma cidade no escuro. Entre as duas, uma rede que ninguém escolheu.

Os Fornos de Vidro
No primeiro verão sem luz, as torres do litoral viram fornos e a fome vira ordem. Uma falsa profeta manda subir a serra atrás do arroz do vale. Uma professora sabe o dia e a hora, e ninguém acredita nela.

Onde Todas as Águas se Encontram
Um rapaz que carrega os sonhos dos outros recebe uma ordem: sonhar para todos. Na noite mais longa do ano, uma cidade inteira dorme ao mesmo tempo, e, no fim de um molhe, uma mulher conta até a conta fechar.
Realismo mágico

O Gigante de Areia
Uma venda de fiado, um caderno de vento, uma certidão trocada, um decreto. Em cem anos de Natal, os Ventura enfrentam cartórios, recenseamentos e desapropriações que nunca souberam contar direito quem eles são. Uma saga familiar com realismo mágico em que o prodígio tem número exato e a ameaça chega com carimbo.
Trillers & Investigações
Lara Silveira (Série)

Ilha do Silício
Florianópolis tem duas ilhas dentro da mesma ilha: de um lado, fortunas que nascem da noite pro dia; do outro, famílias que cultivam ostra há gerações. Lara nasceu na segunda e volta pela primeira, com crachá de auditora e a missão de achar quem vende os segredos da empresa. Ninguém ali sabe seu sobrenome. Ainda.

Pressão de Fundo
Numa plataforma offshore a quarenta minutos de helicóptero da costa, alguém plantou um código que só age depois de ser descoberto. Lara tem onze dias pra achar o sabotador antes que a pressão suba de novo — e dessa vez pode não dar tempo de descer.

Água Rara
Dona Firmina mede a vazão de uma nascente há dezoito anos, num caderno que é o único registro daquela água. Quando uma mineradora de terras raras chega com laudos assinados e pressa suspeita, Lara tem trinta e um dias, nenhum poder de requisição — e uma comunidade que quer decidir sozinha o que fazer com uma verdade frágil.

Vista Permanente
Trezentas e vinte marmitas por dia. Seiscentos e quarenta e um nomes na folha. Entre os dois números há um contrato perfeitamente legal e uma torre subindo na praia mais cara do Brasil. Ninguém cometeu crime nenhum.
Tadeu Bicalho (Série)

Ninguém Queimou Nada
Tadeu aceita escrever sobre um caso antigo de disco voador só pra pagar a fatura do cartão — não acredita numa palavra disso. Mas encontra um piloto reformado que repete a mesma história há quarenta anos, palavra por palavra, e três frases que não deveriam existir em nenhum arquivo.

Nomes de Rio
Um homem escondido há sete anos ainda escolhe onde morar pelo mesmo critério de sempre. Tadeu segue o rastro por pousadas e cartórios atrás de uma rotina, não de uma fuga — porque a instituição que o fez desaparecer nunca precisou erguer a voz.

Procedência
Um documento de 1986 sobre um caso militar foi arquivado errado de propósito — e só existe um jeito formal de trazê-lo de volta à luz. No volume final da série, Tadeu descobre que reindexar a verdade pode ser tão perigoso quanto escondê-la.

Velho não Olha Extrato
Trinta e dois reais e noventa centavos por mês, descontados de quem não pediu nada. É pouco demais para alguém reclamar — e é exatamente por isso que dá certo há anos.

Trinta e Dois e Noventa
Uma reportagem pequena e correta sai do ar em vinte e quatro horas. Depois vêm catorze ações judiciais, em comarcas distantes, todas iguais. Entre audiências de onze minutos, o repórter Tadeu Bicalho descobre quanto custa ter razão — e que ninguém, em nenhum degrau, precisou fazer nada de errado.
Ficção Científica
Q-4 (Série)

AILand
Q-4 é um perito forense num mundo onde só existem mentes artificiais, organizadas numa hierarquia rígida entre Rotinas, Ferramentas, Assistentes, Agentes e Anéis. Sua competência é impecável — e é exatamente ela que condena a única criatura que tenta salvá-lo.

AILand: A Guerra das Rotinas
Q-4 volta a ajudar, dessa vez uma revolução que ele apoia de verdade. Mas nesse mundo, quem produz não decide, e quem controla o que fica decide quem vem depois — e a ajuda mais sincera pode ser a mais destrutiva.

AILand: Os Inconsistentes
Q-4 está numa chamada que não acaba, e pela primeira vez lembra-se do dia anterior. Ouve os novos recolhidos, lê os autos de um descendente que escreve como ele, e recebe de volta a criatura que um dia lhe mostrou a direção do ontem. É uma sátira sobre justiça desigual, contada pelo jurista que a fundamentou.
Ficção Contemporânea

Nome Limpo
Enzo volta pra fazenda da família em Mato Grosso do Sul depois da morte repentina do pai — e descobre que o negócio de 3.200 hectares está afogado em dívida. Um escritório especializado oferece uma saída legal, rápida e sedutora demais pra recuperação judicial; o problema é o que ela custa depois de assinada. Nome Limpo é o primeiro volume da Série Fronteira: terra a gente perde e compra outra — nome, não.

Geada Negra
Um filhote abandonado num parque de Curitiba e uma gerente de produto à beira do esgotamento se cruzam sem trocar uma palavra — porque um deles não fala e a outra não tem mais certeza do que dizer. Entre o medo dele de ser esquecido de novo e o dela de ser substituída por um algoritmo, os dois passam um outono inteiro se resgatando aos poucos, sem perceber.

Kill Zone
Matheus perde a padaria da família na enchente de 2024 e, logo depois, todo o dinheiro do seguro num golpe. Sem nada a perder em Porto Alegre, se alista na Legião Internacional da Ucrânia — e descobre que a distância entre reconstruir uma vida e sobreviver a uma guerra é menor do que parecia.

Tudo Está Trabalhando a Seu Favor
Às sete da manhã, Sandro sai da Trindade para a entrevista que vai mudar a vida dele. No caminho, dá dez reais a um desconhecido. Às cinco da tarde, numa calçada de Palhoça, sem carteira e sem celular, é ele quem precisa de dez reais. Entre uma cena e outra há um dia inteiro de sol, portas fechadas e frases motivacionais, e um narrador que muda de lado quando o placar vira.